O Sarampo: Antes e Agora

Pela forma como se discute acerca do sarampo hoje em dia, quase parece que a doença é semelhante ao que foi a peste negra. Prega-se a vacina como tendo salvo milhões de vidas e quem tenha nascido depois da introdução da vacina contra o sarampo (1986, em Portugal) pode pensar que a doença matava.

Mas será que o sarampo é uma infecção comparável ao Ébola, por exemplo?
Ou será que podemos olhar para o sarampo como uma doença infantil comum?

Todos ouvimos as notícias alarmistas que saem periodicamente e que causam o terror no público acerca de um surto de sarampo que afectou, por exemplo, 22 adultos e 4 crianças no distrito de Lisboa, uma área com 2,821 milhões de habitantes.

Durante semanas, os jornalistas avisam-nos como isto se pode espalhar pelo país inteiro e afectar milhões de pessoas, e tudo porque alguém não se vacinou. No entanto, essa não é a causa da disseminação e na verdade são os vacinados que causam a propagação. Mas porquê tanto medo? Porquê a histeria? O sarampo é mesmo tão perigoso?

Quando perguntamos aos nossos pais ou até a gerações anteriores acerca de como se reagia ao sarampo quando eram crianças, ficamos com a ideia clara de que o sarampo era bastante comum e uma infecção infantil inofensiva que durava de uns dias a uma semana. Causava uns pontos vermelhos, talvez uma febre e uns dias de faltas à escola em alguns casos. Se ouvirmos os mais velhos, eles contam-nos como as pessoas costumavam levar os seus filhos a brincar com as crianças que estavam com sarampo para que eles pudessem contrair a doença, ganhar imunidade vitalícia e “ficar despachados”.

Pode parecer estranho no clima actual de propaganda pró-vacinas, mas os pais das gerações anteriores queriam, de facto, que os seus filhos contraíssem sarampo.

No entanto, graças a publicidade irracional, a médicos mal preparados e a pais mal informados, o sarampo é visto como uma doença extremamente perigosa, que deve ser temida e evitada a todo o custo. Tudo fruto de um condicionamento mental criado e mantido com fins comerciais.

Quando se fala de vacinas online, ou com algum médico, o que é que acontece? Vê-se histeria. Factos mal fundamentados, explosões emocionais e ataques pessoais é o que ouvimos de quem é questionado acerca das vacinas. Somos até publicamente humilhados por levantarmos questões acerca deste tema. Raramente se ouvem respostas racionais, calmas e bem fundamentadas – mesmo face a uma enorme quantidade de ciência independente que nos levanta sérias dúvidas acerca da eficácia e da segurança das vacinas. Os media, sendo os principais meios de propaganda de massas, evidentemente também falam do assunto com histeria e falsas alegações.

Tudo isto acontece por falta de questionamento, falta de visão geral e porque tornámos o assunto excessivamente emocional quando é algo que deve ser tratado com abertura e racionalidade.

Podemos, em parte, agradecer à indústria que nos trouxe o Vioxx, a talidomida, o timerosal, a dependência de opiáceos (analgésicos), o fen-phen (14 mil milhões de dólares em danos), o dietilestilbestrol (causa tumores), o Lipobay/Baycol (droga para o colesterol, causou 100 mil mortes), o Bextra (primo do Vioxx, 1,8 mil milhões em danos), o Rezulin (causa hepatite), o Seldane (causa arritmia cardíaca), a fenilpropanolamina e a RotaTeq. Foi a mesma indústria que nos condicionou a acreditar que o sarampo é uma doença muito perigosa.

É o lucro que perpetua esta ideia. Não são os factos, nem a história.

Como Costumávamos Ver o Sarampo

O vídeo abaixo é um exemplo de como os governos e a indústria farmacêutica distorceram a realidade para o público e para os médicos em relação ao que o sarampo realmente é e quais os seus perigos. O que vemos hoje é o que acontece quando o lucro é o único e principal objectivo para a venda de produtos.

Os clipes foram tirados de programas populares da televisão norte-americana como The Donna Reed Show (1959), The Flintstones (1961) e The Brady Bunch (1969), e ilustram as diferenças entre o que era antes e o que é agora.

 

Adaptado e traduzido do artigo original de Joe Martino, fundador da Collective Evolution.

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